Este é o sábado do mês de setembro que escolhi para criar, planejar e agendar os conteúdos por aqui, então aproveitei pra trazer um fresquinho.
Hoje pela manhã encontrei uma galera muito bacana com quem tive a oportunidade de plantar e trocar nos meus #treinamentos e #mentoria pra falarmos sobre os desafios da realidade com o trabalho nos temas da experiência.

O GRUPO
Em um grupo de 18 pessoas dividas entre 14 mulheres, 3 homens e 1 pessoa não binária. Neste grupo todos estão trabalhando atualmente 12 em cargos equivalentes a analista, 4 em cargos equivalentes a especialistas e 2 apenas em cargos de liderança. A maioria dessa galera fez transição para carreira de #CX #UX #CS e #EX entre 1 e 3 anos, muitos começaram na pandemia vindo de áreas como atendimento, marketing, e tecnologia.
O PAPO
Quando começamos a discussão pedi que cada pessoa escrevesse 3 palavras que definissem seu sentimento em relação a experiência com o trabalho neste momento, este foi o resultado:

4 “sentimentos” se destacaram e da conversa sobre eles entendemos:
🔶Insegurança: como as pessoas estão absorvendo tudo que acontece no mercado corporativo e na economia, estão vendo colegas da empresa e de outras empresas sendo demitidos e informações não são passadas de forma clara e não chegam à todos, as pessoas estão com medo de serem demitidas, de não terem oportunidades, de terem seus projetos cancelados. Conversamos sobre tomar a atitude de perguntar, deixar as lideranças saberem o que está incomodando e propus que cada um pensasse em possíveis “projetos paralelos” para si.
🔶Cansaço: apesar da rotina de trabalho extensa, com muitas horas diárias ter aparecido como fator principal, quando ouvi as pessoas minha interpretação é de que se trata mais de um “cansaço mental”, uma exaustão do tanto ao que somos todos expostos, informações, estímulos, acontecimentos. Esse cansaço acaba afetando a produtividade, a performance e também a saúde. Falamos sobre práticas que podem ajudar a diminuir a ansiedade, sobre a aplicação de limites na rotina de cada um e a importância do descanso, do lazer e do ócio.
🔶Empatia: mesmo com toda a incerteza do momento e a sobrecarga de trabalho, a maioria das pessoas se demonstrou empatia na relação com os colegas e lideranças. Ouvimos historias pessoas de café virtual até live dos pets, encontros fora do trabalho e de que como os times tem se unido de forma orgânica para preencher o espaço de acolhimento e pertencimento que as empresas estão deixando. E um fato curioso é que mesmo quando os colegas são desligados ou vão trabalhar em outras empresas, os grupos criados se mantém e ficam mais fortes ainda. E muitos comentaram em esforços adicionais realizados em conjunto para ajudar na recolocação de quem tem perdido o emprego.
🔶Stress: ficou muito claro para mim que o stress descrito aqui é uma nítida consequência do que vivem estas pessoas em seus momentos profissionais. Algumas situações chamam muito a atenção como os que citaram que mesmo nos seus momentos de descanso não conseguem mais se desconectar e em alguns casos não conseguem dormir a noite. Outros contaram que mesmo tendo disponíveis programas de terapia ou análise, precisam interromper os tratamentos porque não conseguem cumprir os horários da sessões.
OS TÓPICOS QUE DEBATEMOS
Os principais temas que surgiram como desafios na experiência com o trabalho nessa nova carreira foram concentrados em 2 grupos:
🟧 1 – SIGNIFICADO
Onde discutimos a sensação de perda ou trabalho sem (ou com menor) significado. A maioria das pessoas trouxe um sentimento de desvalorização, de “fazer por fazer” ou para atender a necessidade de algum superior e não o objetivo real do trabalho. Falamos muito em “Mito de Sísifo” e vou deixar abaixo algumas dicas de conteúdos e livros.
Os tópicos que mais discutimos foram:
🔶 FAZER PELA META OU POR FAZER
🔶 TRABALHO “DE BOMBEIRO”
🔶 CX DE PPT
🔶 CLIENTE LONGE DO CENTRO
🔶 DECISÕES “TOP DOWN”
🔶 ATIVIDADES OPERACIONAIS QUE PODERIAM SER AUTOMATIZADAS
Conteúdos adicionais:
Dan Arielly e o Mito de Sísifo
Ricardo Guimarães e o Trabalho com Significado
Roman Krznaric e Como Encontrar o Significado no Trabalho
🟧 2 – AMBIÊNCIA
Aqui falamos sobre cultura organizacional, produtividade tóxica e o quanto mentalidade obsoleta do board e alta gestão junto ao despreparo das lideranças tem afetado o desempenho, saúde mental e desenvolvimento dos profissionais.
Também falamos que o que acontece agora tem influência do momento atual de austeridade econômica (que é global), que exige um pouco mais das pessoas, mas que sempre aconteceu e agora está sendo usado como uma forma de pressionar as pessoas a aceitarem um ambiente de trabalho insalubre “porque estar desempregado é pior”.
Os principais desafios que discutimos neste tema, foram:
🔶 “AMBIENTES” TÓXICOS
🔶 TRABALHAR 12 A 14 HORAS POR DIA
🔶 LIDERANÇAS DESPREPARADAS E MICROGERENCIADORAS
🔶 NOVAS CONTRATAÇÕES MUITO INEXPERIENTES
🔶 FALTA DE COMUNICAÇÃO GERANDO INSEGURANÇA CONSTANTE
Conteúdos adicionais:
Paula Boarin – Definir e Comunicar Limites no Trabalho
Paolo Cardini – Esqueça o Multitasking (Multi Tarefa)
Sofia Esteves – Inspire-se a valorizar tudo que você é
Adriana Cubas – Ambientes Tóxicos
🟧 #MenteeTalks a 1ª edição, meu #MVP
Foram 3 horas intensas que passaram voando e geraram muitos insights para refletirmos e boas hipóteses para a pesquisa que vou começar.
Meu obrigado imenso a esta turma, que por ser de um “in company” corporativo não vou divulgar aqui os nomes ou empresa.
A ideia surgiu tempo atrás numa “roda de chimas virtual” que fazia com alguns amigos e pessoas da comunidade de #CX #UX e #Design, super orgânico e de brincadeira, e conversando virou insight pra um formato de encontro com #mentees, ex #mentorados e alunos dos meus treinamentos dos últimos 2 anos, pra discutir temas do interesse comum nas áreas da experiência, design, digital e serviços.
😊
Se você também tem encontrado desafios parecidos (ou outros para incluir) e quer participar das próximas edições me conta aqui ou por inbox e vem com a gente! 😘