Nos discursos bonitos da modernidade não, mas na vida real importa. Por isso, na pauta de consultoria de hoje trago um conceito e uma realidade para refletirmos.
🔶 O “Iceberg da Ignorância” é um conceito que foi criado em um estudo de Sidney Yoshida, apresentado ao mundo em 1989 – mas que continua válido e atual.
Neste estudo ele demonstra duas coisas muito importantes, que me parecem aquele “óbvio que precisa ser dito”:
🔸 96% dos problemas de uma organização não chegam à alta gestão.
🔸 A “linha de frente” conhece 100% dos problemas de uma organização.
Esse campo de “visão” aumenta ou diminui quando relacionado a hierarquia, e certamente molda a perspectiva do interlocutor e o alcance dos resultados.
🔶 E porque isso é importante?
Se tomarmos as proporções do estudo de 1989, que me parecem bem reais (suspeito que se fosse repetido hoje não os números mudariam pouco),vou listar aqui alguns pontos para você refletir:
🔸 Quando as decisões são tomadas “top down” elas deixam de considerar mais de 90% dos problemas que poderiam resolver ou eliminar.
🔸 Quando você só envolve a camada executiva nas atividades de descoberta de um projeto (o que é raro mas ainda acontece muito), você tem acesso a menos de 15% dos problemas reais de uma organização.
🔸 Os problemas conhecidos pela “base da pirâmide” (staff) são os problemas vivenciados dentro e fora da organização, ou seja aqueles que impactam os clientes e resultados.
🔸 Trabalhar com múltiplos perfis, te ajuda não somente a gerenciar #expectativas como a trazer efetivo #sucesso ao projeto, independente da perspectiva que tenha.
Seja qual for o tipo de projeto que você está trabalhando, se ele for #transformacional vai demandar um perfilamento na condução de #stakeholders.
Em tempos onde impera a #ExperiênciaDoCliente, falar em hierarquia e decisões #topdown parece surreal, mas infelizmente ainda é o comum em muitas organizações e é um desafio que enfrentamos na #consultoria.
Pra você que está no “Business as Usual”, tudo que foi dito aqui vale mais ainda. Se falamos de #AmbidestriaOrganizacional, de inovar sem colocar em risco o transacional, ter clareza dos desafios da empresa e do mercado onde se está inserido é o input mais importante, na minha opinião.
E pra terminar não pense que “perfilar” precisa ser algo rebuscadamente complexo. Existem sim técnicas e ferramentas para isso, mas o simples fato de você adicionar pessoas de vários níveis da organização já é uma forma de perfilamento. E a melhor ferramenta que eu posso recomendar é “ir ao gemba” – levantar da cadeira e ir ver onde acontece, e lá conversar com as pessoas e observar.
Por mim, aprendiz voraz de #designorganizacional, não deveríamos nem estar falando sobre hierarquia nos tempos atuais, mas a vida como ela é, não é mesmo? 😊