“Trabalhe duro, ou vá embora”. 🔥

Esse foi o marcante recado que Elon Musk deixou grifado por e-mail, em seu primeiro comunicado oficial aos colaboradores do Twitter, em meio à uma aquisição turbulenta e demissões em massa.

No e-mail, o empresário fala de tempos difíceis que exigirão muitas horas intensas de trabalho presencial, e convida a se retirar quem não estiver contente. Ainda enfatiza que em suas outras empresas (Tesla e SpaceX) o que funciona é que as pessoas são “hardcore’ e trabalham no escritório em longas jornadas. 

Pela minha experiência, vou apontar os 4 piores pontos dessa abordagem, na ótica de #EX:

🟠 Segurança Psicológica

A primeira coisa que se planeja dar aos colaboradores em na gestão de uma mudança tão grande quanto uma aquisição ou M&A é “Segurança Psicológica”, banir a incerteza que já se espalha com os simples rumores. Vimos zero desta gestão aqui.

🟠 Construção da Confiança

Quando você começa em uma nova empresa, seja você um executivo, o presidente ou qualquer outro cargo, você é a pessoa que está chegando e cabe a você construir a confiança. Com certeza o melhor jeito para isso não é gritando sua autocracia por e-mail. Ir até as pessoas, mostrar o rosto, colocar-se ao lado delas e não acima, são ótimos exemplos de caminhos para começar.

🟠 Aproximação gera #engajamento

O chamado para tempos difíceis é legítimo. Mas a forma como você diz as coisas e as suas atitudes, são o que conta no fim do dia. Se a intenção era engajar as pessoas para uma batalha que exigiria mais tempo e intensidade delas, ameaça-las não é a melhor escolha. 

🟠 O trabalho remoto

No e-mail ele proíbe o trabalho remoto, na contramão de todo um mercado. E ainda que a intenção fosse essa, sabemos que a melhor estratégia é criar motivos que despertem a vontade das pessoas de irem e permanecerem no escritório. Mas novamente aqui ele optou pelo contrário. Em junho deste ano, Musk já havia se posicionado com “tolerância zero” ao #trabalhoremoto, com a polêmica declaração “Trabalho remoto é fingir que se trabalha.” 

Já vivenciamos uma época (que parecia interminável), onde este estereótipo dos “4Cs” (calculista, controverso, controlador e carrasco) era cultuado como um “baita líder” ou “empresário de sucesso”, graças a todes que se levantaram contra e ao espírito do nosso tempo: isso ficou pra trás.

Vivemos agora tempos de lucidez em que percebemos que a corrida capitalista como conhecemos, não faz mais sentido ao coletivo. Então buscamos outras maneiras, que principalmente tragam harmonia na relação “vida, carreira e trabalho.”

Grandes nomes como #WaltDisney e #SamWalton, nos ensinaram que a experiência dos nossos #clientes é reflexo do que os colaboradores vivenciam nas organizações. Acredito com muita força, que a forma como tratamos as nossas pessoas sedimenta a #Cultura e a maneira como elas irão tratar nossos clientes.

Já ouvi que “grandes mentes” são “assim difíceis” e que este é preço do #sucesso. Felizmente isso não é mais tolerado na “Sociedade 5.0”. Porque não tem “licença para #inovar” que seja maior que a “arena da #experiência“.

Eu mesma já achei o Elon Musk um cara brilhante e certas vezes incompreendido. Hoje em dia eu o vejo como aqueles vilões distópicos, um megalomano de ego grande, que acha que está mudando o mundo com sua verborragia enquanto outros fazem o trabalho.

E você? Me conta aqui sua opinião. 😊

Deixe um comentário